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Início do século XX; judeus europeus orientais, fascinados por idéias revolucionárias resolvem se unir em busca de um único objetivo, a exemplo do que estava acontecendo na sua região, e geram um movimento juvenil chamado “Dror”, que significa andorinha em hebraico, uma metáfora para liberdade. Alguns anos mais tarde, jovens britânicos judeus resolvem criar um movimento sionista e escáutico, com uma perspectiva social, e fundam o movimento “HaBonim”, os construtores. Além de sionistas e de esquerda, outro fator era coincidente entre os dois; a educação kibutziana. Mais que criar uma consciência, estes dois movimentos educavam para um meio de vida concreto, uma experiência pioneira no mundo naquele momento: o kibutz. Estas propriedades agrícolas coletivas, existentes até hoje, eram a interseção entre os dois movimentos. O agora também socialista “Ichud” Habonim, predominava no mundo ocidental, enquanto o Dror na Europa Oriental. O primeiro, era ligado ao movimento Takam, enquanto o outro, ao movimento Kibutz Hameuchad. Após a fundação do Estado de Israel, ambos apoiavam o partido Mapai – posteriormente Avodá. No Brasil, no entanto, ambos existiam. Os dois se destacavam por serem movimentos fortes ideologicamente, não ortodoxos e não tão extremistas como os outros. Nos fins da década de 1970, o Dror já não era tão grande quanto antes. O Habonim já estava melhor. Sua linha de pensamento, até meados da década de 1970 menos radical, era mais atraente, principalmente por não rivalizar com outros movimentos tão acintosamente. Porém, algumas reformas ideológicas o aproximaram do Dror. Por fim, no início da década de 1980, os movimentos kibutzianos se fundiram em Israel, acelerando o processo de junção dos movimentos juvenis no mundo. Atualmente, o movimento realiza suas atividades em mais de vinte países do cinco continentes, operando nas capitais de sete estados brasileiros: Porto Alegre, Curitiba, São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador e Recife. Em alguns destes estados, também são realizadas atividades no interior. Em todas as sedes, o Habonim Dror educa jovens judeus através da educação não-formal, num ambiente judaico, de coletividade, companheirismo, igualdade e respeito mútuo, transmitindo as tradições, a cultura, os valores e a história do nosso Povo. Semanalmente, mil jovens judeus se reúnem em todo o país para participar de atividades culturais e recreativas, em sintonia com os dilemas do judaísmo e do sionismo em nosso tempo. No Rio de Janeiro, cerca de sessenta madrichim são responsáveis pela educação de 200 chanichim entre 7 e 16 anos, aproveitando-se da proximidade da idades para criarem um ambiente de confiança mútua que propicia uma abordagem não-formal dos temas. Há sessenta anos, o Habonim Dror segue fazendo seu trabalho no Brasil de forma muito honrosa, através do trabalho voluntário de seus participantes, sem fins lucrativos, apenas buscando cumprir com seus objetivos e sua ideologia, combatendo a assimilação e formando futuros israelenses. |
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